Produtora editorial e revisora
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Sempre fui uma profissional absolutamente dedicada em meus trabalhos. Aprendi e me realizei muito nos nove anos que atuei como produtora editorial na Editora Manole, função que deixei depois do nascimento de meu primeiro filho, em 2010.
A maternidade reduziu por um tempo a velocidade de progressão da minha carreira, ao mesmo tempo que aprimorou inúmeras outras habilidades, que dispensam apresentações. Toda mãe presente é uma grande gestora! Para conciliar família e trabalho, abri, junto com meu antigo sócio, a Oika, estúdio de serviços editoriais no qual atuei até meados de 2012.
Foi quando surgiu a oportunidade de ser revisora da revista Tititi!, da Editora Abril. Eu me apaixonei pela dinâmica do jornalismo e nunca mais deixei essa área. Em pouco tempo, fui transferida para a equipe de revisão de outras revistas, entre elas Exame, Você S/A, Você RH, PME e Info.
Alguns anos depois, um novo mergulho na maternidade, acompanhado de mais um afastamento do mercado. E de mais aprimoramento pessoal. Alguns freelas nesse meio-tempo, e veio a terceira - e última - filha, que hoje está para completar 7 anos.
Já faz mais de seis anos que voltei ao trabalho regular, inicialmente como revisora autônoma das revistas Exame, Você S/A e Você RH, ainda na Editora Abril. Após mudanças internas na empresa, atravessadas pelo período de pandemia, hoje reviso mensalmente a Exame, agora do BTG Pactual. Há pouco mais de um ano, porém, assumi minha principal atividade atual, como revisora da edição semanal para assinantes da Revista Oeste.
Eu amo o meu trabalho, área da minha vida em que mais sinto confiança em relação à excelência. Tenho orgulho de minha entrega, pontualidade, qualidade, relacionamento com a equipe.
Um ponto desafiador, porém, é a dificuldade de avanço profissional nessa área tão específica. Como autônoma, a função de revisora de uma revista oferece pouca mobilidade. Também incomoda um pouco a dificuldade de evidenciar publicamente a qualidade do que faço.
Você já se deu conta de que a revisão só aparece mesmo quando é malfeita? Pois bem, aprendi a lidar com isso, a me satisfazer com minha autoaprovação, além de contar com colegas que conseguem reconhecer meu bom trabalho. Por sorte, sempre estive rodeada deles!
Por fim, vale mencionar que cuidado com a saúde física e mental, bem-estar, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, respeito à diversidade, clima de colaboração (e não de competição), entre outras boas práticas, estão no radar. E certamente faço minha parte para colocar esses princípios em prática.
Agradeço a quem leu até aqui!