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O poder do beijo

22 de janeiro de 20174 min de leiturapt
Sergio Weinfuter

Sergio Weinfuter

O poder do beijo


                                          Imagem: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-750220655-flor-do-beijo-_JM


    

   Nada melhor que um beijo para levantar o astral, comemorar, divertir-se, principalmente se estiver em companhia da pessoa amada. O beijo é bom para todos, desde casais que estão paquerando, namorando ou já casados há vinte, trinta anos, não importa, sempre haverá motivos para um beijo.  

    O beijo não é somente para os casais apaixonados, em muitas regiões do mundo ele serve para cumprimentar, selar acordos, despedir-se de entes queridos que morreram ou concursos de beijoqueiros em busca do beijo mais longo do mundo, tentando todos os anos baterem o recorde estabelecido no ano anterior.

   “A origem do beijo é incerta, mas o primeiro rolou na Índia. Embora não tenha sido encontrada uma palavra específica para “beijo”, documentos de 1500 a.C.  em sânscrito védico, tradicional língua indiana, mencionam o ato de “cheirar com a boca”. (Mundo Estranho Julho, 2015 p.42)

   O beijo é tão poderoso que mexe com todo nosso corpo, fazendo experimentarmos diversos tipos de sensações. Mas o que acontece quando beijamos?

   Segundo a revista Mundo Estranho (Julho, 2015 p.42) “acontece um curto circuito em nosso corpo. O beijo “liga” regiões distintas no cérebro de homens e mulheres: neles, desativa os centros de fuga e defesas e estimula os centros de prazer; nelas, silencia a área responsável pelo controle dos desejos.” A revista continua explicando sobre o aconchego que sentimos na hora que estamos beijando e a sensação de tranquilidade que sentimos após o ato.

   

Segundo Estevanin (2015), “o encontro das bocas estimula a produção de ocitocina, o mesmo hormônio que instiga vínculos entre o bebê e a mãe, causando uma sensação de tranquilidade. Além disso, o beijo aumenta o nível do hormônio responsável pelo prazer, enquanto o cortisol, relacionado ao estresse, diminui.”   

   O beijo é viciante “A carícia aumenta a produção de dopamina. Esta substância faz o cérebro buscar sensações de prazer, como as sentidas por viciados em videogame ou doces, e pode causar perda de apetite e insônia, sintomas associados à paixão. Ainda está envolvida a neradrenalina, que controla a excitação física e mental.” (Estevanin, 2015 p. 42) Por isso o beijo se torna viciante, sempre que a pessoa beija, ela quer mais.

   São tantas emoções aflorando em nosso corpo durante o ato de beijar que começam a ocorrer mudanças fisiológicas, tais como, pulsação e pressão sanguínea aumentando, deixando as bochechas vermelhas; a respiração fica irregular e intensa; as pupilas dilatam – um dos motivos pelos quais fechamos os olhos – e pode haver suor. Essas reações alteram o estado emocional, driblando barreiras psicológica que tornam as pessoas mais cautelosas.  (Estevanin, 2015)

   O beijo também pode contribuir para o emagrecimento dos envolvidos. Segundo Estevanin (2015, p.42) “Um minuto de beijo consome 26 calorias. Ou seja, para “queimar” um Big Mac é preciso beijar 46 vezes. Uma lata de coca cola, 11 vezes.” Se exagerou na refeição, nada melhor que começar a beijar para livrar-se das calorias a mais que foram ingeridas.

   Com um beijo movimentamos 29 músculos – 17 na língua e 12 nos lábios. Para alguns dermatologistas, esse trabalho muscular mantém o rosto jovem.  Em um beijo são trocados 9 mg de água, 0711 mg de gorduras, 0,45 mg de sais e como nada pode ser perfeito, você troca 250 tipos de bactérias e vírus, que permanecem na boca por até três dias (mesmo que você escove os dentes!)  (Estevanin, 2015).

   No beijo também podem ser transmitidas doenças como gripe, hepatite A e herpes (famoso “sapinho”). Tem também a mononucleose, apelidada de “doença do beijo”, causada pelo vírus Epstein-Barr. Ele entra no corpo pela mucosa da boca e causa febre, inchamento nos gânglios do pescoço, axilas e mau funcionamento do fígado (Estevanin, 2015).

   Ao longo da vida trocamos cerca de 24 mil beijos – desde cumprimentos até aqueles apaixonados. Com esta movimentação toda sempre haverá riscos para nossa saúde e a possibilidade de contrairmos algum tipo indesejado de contaminação durante o beijo, mas os benefícios para nosso corpo e alma são maiores, valendo a pena correr os riscos, sem falar que beijar mantêm acesa a fogueira da paixão, esquecemos os problemas, e ficamos totalmente embriagados, envolvidos no momento, seduzidos pelo poder do beijo.


Curiosidade:

O beijo mais longo do mundo durou 58 horas. O recorde foi batido em 2013 numa competição de Pattaya na Tailândia.


Meu blog:

http://guerreiro-das-sombras.webnode.com/



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